Foi vergonhosa posição brasileira, na votação sobre o sequestro de crianças Ucranianas, pela Rússia. A comunidade internacional majoritária ergueu sua voz para condenar um dos atos mais cruéis e covardes de um conflito: o sequestro de crianças, o sequestro de futuro. A resolução da Assembleia Geral da ONU que exige o retorno imediato das crianças ucranianas deportadas ou transferidas pela Rússia representa um momento de clareza moral e um triunfo inegável da humanidade sobre a barbárie. O Brasil não votou a favor. Se absteve.
É uma tragédia onde estão as famílias ucranianas, dilaceradas por uma dor que transcende qualquer fronteira ou ideologia política. A perda de um filho, especialmente por sequestro e deportação forçada, é uma cicatriz indelével na alma de uma nação. Essas crianças não são meros peões em um jogo geopolítico; elas são filhos, netos, e o futuro de seu país, arrancados de seus lares e sujeitos a doutrinação forçada. O Brasil não votou a favor, se absteve.
Lula e seu entorno não sabem que, em situações onde a linha entre o certo e o errado é tão claramente traçada, a neutralidade não é virtude; é cumplicidade. Apesar da vergonhosa posição brasileira, os 91 países que votaram a favor mostraram que a devolução dessas crianças não é uma questão de "diálogo político" ou de negociar termos. É um imperativo moral e legal inegociável, conforme estabelece o Direito Internacional e a Convenção de Genebra. O Brasil finge não saber que a remoção forçada de crianças constitui um crime de guerra.
Enquanto a diplomacia de Lula continua nos envergonhando, os 91 países que votaram a favor merecem o reconhecimento por sua coragem moral.
Vicente Lino