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Coluna/Opinião

 Pagamos pelos prejuízos das empresas estatais.- Vicente Lino

Data: Quinta-feira, 11/12/2025 10:00

Não há como negar que o aparelhamento político é o responsável pelos débitos dos Correios e da Infraero. São apenas dois exemplos, os mais visíveis, de empresas públicas que entre 2003-2016, passaram de prestadoras de serviços essenciais a verdadeiros cabides de emprego e fontes de financiamento político indireto. O resultado é conhecido: déficits bilionários recorrentes, serviços caros e de baixa qualidade. Além de um rombo que é pago por todos os brasileiros via impostos ou tarifas infladas.

A partir do governo Lula, os Correios foram transformados em instrumento de política sindical e partidária. O quadro de funcionários saltou de cerca de 90 mil para mais de 120 mil, com contratações por indicação política. Escândalos como o Mensalão e o Petrolão mostraram que os Correios eram usados para desviar recursos via contratos superfaturados de publicidade e logística.

A Infraero seguiu roteiro parecido. Durante os governos PT, havia mais de 1.800 funcionários em funções de confiança indicados por deputados e senadores. Nada poderia ser diferente; a empresa perdeu participação de mercado, mas antes disso acumulou déficits recorrentes, que somaram mais de R$ 4 bilhões de reais. O fundo de pensão Aerus foi quebrado por má gestão e aportes insuficientes, deixando milhares de aposentados na mão.

É sempre assim quando empresas estatais são usadas para fins políticos, como cabides de emprego. Exemplos não faltam; A Valec, DNIT, Codevasf, furnas, Eletronuclear, Transpetro, Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco e a Casa da Moeda, todas serviram como fonte de recursos para campanhas eleitorais, via caixa 2 das empreiteiras. O TCU apontou que a regra era a indicação política, deixando de lado o critério técnico.

Senhores; só a privatização arranca a estatal das mãos do político e do sindicalista; enquanto ela pertencer ao governo, a ineficiência será a regra e a roubalheira será o prêmio.

Vicente Lino.

 

 Pagamos pelos prejuízos das empresas estatais.- Vicente Lino