Ontem, dia 20 de novembro, celebramos o Dia Nacional da Consciência Negra. É um momento de reverenciar a história, a resistência e a inestimável contribuição do povo negro para a formação de nossa nação. Talvez a gente não devesse ficar olhando só para as injustiças sofridas, nem agora, nem no passado. Vale atentar para o economista e pensador Tomas Sowel. Sua obra “Leis, Raça, Etnia, Educação", oferece uma perspectiva desafiadora ao afirmar que o caminho para a prosperidade e a igualdade duradoura passa menos pela intervenção estatal e mais pelo investimento no que ele chama de Capital Humano.
E que a grande lição é que as diferenças de resultado entre grupos ao longo da história não podem ser explicadas por um único fator, mas são, em grande parte, resultado de diferenças de bagagem cultural, de habilidades adquiridas e, fundamentalmente, de educação. Tomas Sowel explica que a chave do avanço está na disciplina, na ética de trabalho, na valorização da excelência e na prioridade dada à educação dentro da própria comunidade. A verdadeira consciência negra deve ser uma consciência de excelência. Deve ser a decisão inabalável de dominar qualquer campo que escolhermos, de ser o mais preparado na sala, e de não aceitar a mediocridade como destino.
Olhando a história, é possível constatar que a ascensão de diversos grupos ao redor do mundo mostra que o acesso ao mercado de trabalho e a concentração em habilidades valorizadas são os verdadeiros niveladores, muitas vezes superando décadas de barreiras legais. Será através do esforço e do mérito que a comunidade negra pavimentará seu futuro de prosperidade e continuará a moldar este país com a força e a dignidade que sempre a caracterizaram.
Vicente Lino.