A Senadora Damaris Alves, com muita razão, está comemorando o recuo do governo, que ameaçava o funcionamento das APAEs (Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais) e dos Institutos Pestalozzi. Vale mesmo comemorar. Estas instituições são muito importantes, indispensáveis e vitais para o Brasil. São pilares insubstituíveis no apoio e desenvolvimento de milhares de crianças, jovens e adultos que necessitam de cuidados especiais.
Seria insensibilidade do governo não reconhecer que as APAEs e os Institutos Pestalozzi são muito mais do que escolas ou centros de assistência; são verdadeiros ecossistemas de inclusão e cuidado. Além do que, oferecem um Atendimento Educacional Especializado (AEE) e serviços multidisciplinares que as escolas da rede pública regular não conseguem atender. São serviços essenciais, incluindo fisioterapia, fonoaudiologia, terapia ocupacional, assistência social, acompanhamento psicológico e médico, além da educação.
Esse conjunto de apoios é crucial para a habilitação e reabilitação de cada indivíduo. A Federação Nacional das APAEs coordena uma rede de atendimento que engloba mais de 2.000 APAEs espalhadas pelo país. No Sudeste, são 830, no Sul 740, no Nordeste, mais de 260 e por aí vai, todas oferecendo apoio extensivo ás famílias, dando suporte e orientação em um ambiente de acolhimento, troca de experiências e alívio da sobrecarga do cuidado contínuo. A inaceitável ideia de fechamento das APAEs excluiria os direitos constitucionais de pessoas que, de outra forma, estariam à margem da sociedade, enquanto que o trabalho do Senado contribui para a construção de uma sociedade mais justa e solidária.
Parabéns à Senadora Damaris Alves e seus pares no Congresso. Vale comemorar o acordo com o Senado para proteger essas instituições. A atuação dos Senadores foi um reconhecimento fundamental de que o Brasil precisa fortalecer, e não enfraquecer, as redes de apoio que dedicam suas vidas à causa das pessoas que necessitam de cuidados especiais.
Vicente Lino.