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Coluna/Opinião

O FUNDÃO ELEITORAL - Vicente Lino

Data: Sábado, 24/10/2020 18:33

Como todo mundo sabe o STF proibiu, em 2015, a doação de empresas para campanhas eleitorais. O atual presidente da Corte, Luiz Fux, à ocasião declarou que: “Chegamos a um quadro absolutamente caótico, em que o poder econômico captura de maneira ilícita o poder público”. A Ministra Rosa Weber, depois de afirmar que o poder econômico transformava o processo em jogo de cartas marcadas, concluiu que as doações faziam do eleitor um fantoche.

 Faltava arranjar um jeito de pagar os custos para as eleições dos nossos dignos representantes. Como as campanhas políticas são caríssimas, nossos congressistas acharam um novo meio de financiá-las e não encontraram outro que não fosse o dinheiro dos nossos impostos. Suas excelências, então, aprovaram com a rapidez de um raio, o tal do Fundão eleitoral. E aí, a manipulação e os desvios, passaram a ser do nosso dinheiro. A bolada vai diretamente para as mãos dos donos dos partidos, os já conhecidos caciques partidários.

Eles, então, distribuem a bolada entre aqueles de sua preferência e, claro, observando o parentesco do candidato e a influência do padrinho. Por enquanto está assim: 2 milhões para Anni Filho, que filho de deputado Abou Anni; 1,9 milhão para Milton Leite, pai do deputado Alexandre Leite; 600 mil Cesar Maia, pai do deputado Rodrigo Maia; 350 mil Mario Covas Neto, tio do atual prefeito Bruno Covas... e por aí vai. Todas as agremiações usam o mesmo expediente e a política não se renova e nuca se renovará. Sustentamos essas iniquidades e nunca somos respeitados.

Vicente Lino.

 

 

O FUNDÃO ELEITORAL - Vicente Lino