Há uma intensa movimentação, nada séria, na Câmara dos Deputados, que propõe alterações, na Lei de Improbidade Administrativa. Se as alterações forem aprovadas vão facilitar a vida dos infratores, como sempre ocorre, aliás. À frente de mais essa obscenidade, o deputado Carlos Zarattini, do PT, de SP. O relatório dele tem sido criticado por membros do Ministério Público, que apontam um afrouxamento na lei e pode causar retrocessos no combate à corrupção no país. Nada de novo.
Como se sabe, nossos ilustres parlamentares operam, sistematicamente em benefício próprio. É coisa muito feia e pode ser aprovada, dado o ajuntamento de personagens em volta de mais este absurdo. O tal relatório do Carlos Zarattini conseguiu agrupar diversas tribos. Pra começar, o líder do governo na Câmara, Ricardo Barros, que, como se sabe, é um conhecido crítico da Lava Jato. E, claro, recebeu as graças do Presidente da Câmara, Rodrigo Maia, do DEM.
Agora, uma coisa; não tem muito tempo aquela casa aprovou a Lei de Abuso de Autoridade, que tenta frear os avanços da operação Lava Jato. Agora, por incrível que pareça, o PT encosta no Palácio da Alvorada a ponto de o líder do governo sair à cata de assinaturas para levar o texto a aprovação. São necessárias 171 assinaturas, o que não é nada difícil dada a atual composição da câmara.
O procurador do MPF, Hélio Telho, afirmou o seguinte: “Pela proposta de Carlos Zarattini, não será mais improbidade nomear parentes, nem direcionar a contratação em favor da empresa do financiador da campanha, tampouco deixar de prestar contas de recursos públicos. O agente público se tornará dono do cargo, como na época da monarquia” E o povo, como fica? Bem: a gente paga os impostos para manter uma obesa máquina pública que produz iniquidades e desavergonhados absurdos como esse.
Vicente Lino.
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