165 mil pessoas abandonaram o estado do Rio no período de 2017 a 2022. O coronel da PMERJ Fábio Cajueiro e o advogado Fabrício Rebelo atribuem a debandada a uma decisão do STF que restringiu as operações policiais nas favelas, enfraquecendo a ação policial e permitindo o fortalecimento das facções criminosas.
O Comando Vermelho, Terceiro Comando Puro, Amigos dos Amigos e as milícias expandiram seu domínio, modernizaram seus arsenais com fuzis e metralhadoras e intensificaram os confrontos nas comunidades. O crime organizado chegou a criar o cargo de "Gerente de Barricada" para dificultar o acesso e transformou bairros inteiros em "zonas de guerra”.
A decisão do STF atraiu criminosos de outros estados, transformando a cidade em um "refúgio" para bandidos atraídos pela impunidade. De 2021 ao início de 2024, pelo menos 99 criminosos de outros estados foram presos ou mortos em confronto no Rio.
O prefeito Eduardo Paes afirmou que a decisão imposta pelo Supremo criou uma sensação de "resort do crime" e motivou a migração de moradores do Rio para estados mais seguros. A insegurança é apontada como um fator decisivo na saída de moradores do Rio, que foram para São Paulo, Minas e Espírito Santo, estados com reduções sistemáticas de homicídios na última década.
A segurança pública é atribuição dos estados. O STF, que teve um papel decisivo nessa debandada, continua atrapalhando a vida dos brasileiros.
Vicente Lino.