Como se sabe, é reconhecida a boa qualidade do ensino, nas Escolas Cívico-Militares adotadas no Paraná, Rio Grande do Sul e São Paulo e em outros estados. Nesse modelo houve a redução da violência, além da diminuição da evasão escolar. Algumas escolas a melhoraram o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica e aumentaram o índice de Ensino Médio. Significa dizer que; sem violência e comparecendo ás aulas, as crianças aprenderam mais. Não demorou muito, para que o PSOL, o PT, além de órgãos públicos federais, ONGs, associações e sindicatos de professores se juntassem para atacar o modelo que está dando certo. Nem parece que ostentamos os últimos lugares nos índices que medem a qualidade da educação, mundo afora. Agora a tigrada começa a atacar outra medida que poderia melhorar o ambiente escolar. A Escola sem Partido; um movimento formado sobretudo por pais e estudantes em defesa de uma educação escolar neutra. Um modelo de educação capaz de garantir que os alunos tenham contato com diferentes visões de mundo e sejam estimulados a desenvolver pensamento crítico, sem serem induzidos a uma única linha ideológica.
Pelo que se vê, parece que não vai rolar. O Tribunal de Justiça de Santa Catarina acaba de declarar inconstitucional, a lei estadual “Escola sem Partido”. De novo, foi o PSOL a recorrer ao judiciário, para derrubar a lei sancionada pelo governador de Santa Catarina. O partido tem poucos votos, mas considera que é censura, o fato de o estudante ter o direito de liberdade de aprender conteúdo politicamente neutro e livre de ideologia. Também não concorda que professores respeitem as convicções políticas, ideológicas, morais e religiosas dos estudantes. A Procuradoria Geral de Santa Catarina deve recorrer ao STF, velando pela autonomia legislativa do estado. Do jeito que as coisas andam, é aconselhável pouco otimismo.
Vicente Lino.