Os principais jornais da semana passada, davam conta de que a Câmara dos deputados havia ressuscitado o tal do auxílio mudança, para vossas excelências. Interessante é que, antes, no dia 12 de setembro, eles tinham acabado com este absurdo. Aí, a moçada, que vive em outra atmosfera, decidiu que a tal decisão teria que ser revista. Assim, cada excelência que chegar em Brasília e até mesmo os que, já moram lá e se reelegerem, vão receber a bagatela de 33.700,00, como auxilio mudança.
Um dia a gente ainda vai entender, como uma pessoa que vai continuar morando no mesmo lugar precisa de 33.700,00 como auxilio-mudança. Acontece em Brasília, que é um outro país dentro do Brasil. Lá são criadas as leis, cujo único objetivo é aumentar privilégios de gente já muito privilegiada. Em mais um ótimo texto, o jornalista Fernão Lara, dentre outras coisas, assinala que “O Distrito Federal, que não produz nada senão escândalos, tem as maiores renda e patrimônio médios nacionais, de 2,5 a 4 vezes maiores que o segundo estado menos pobre da nação (SP)”.
Não é muito difícil entender porque a renda e o patrimônio dessa gente são tão formidáveis. Afinal, um deputado federal custa 278 mil por mês, o que dá 3.3 milhões por ano. Do lado de cá, a gente tem certeza de que esse tal auxílio-mudança poderia ter sido evitado. Há quem diga que a democracia é mesmo muito cara e que este é o seu custo. Democraticamente, então, devemos escolher melhor os nossos candidatos, pesquisando seu o passado e o que andam fazendo agora. Assim, o dinheiro dos nossos impostos não seria gasto com tanto desrespeito.
Vicente Lino.