No domingo, dia 2, o senador Flavio Bolsonaro afirmou textualmente que quase 40 senadores são a favor do impeachment de Moraes. Ele afirmou também, que é preciso parar com essa falsa narrativa de que discutir impeachment de ministro do Supremo é golpe e antidemocrático. Segundo ele: “Todo mundo percebe os absurdos, o excesso, a loucura, as maluquices, as insanidades que Moraes continua fazendo, completamente à revelia da lei, descumprindo a Constituição”. A gente concorda com o Senador, mas a coisa pega quando, quase que simultaneamente, os novos presidentes do Senado e da Câmara, não dão mínimos sinais capazes de alimentar esperança no povo brasileiro. Hugo Motta não disse nada sobre essa questão, além de ter negado a promessa para debater a inelegibilidade de Bolsonaro.
Alcolumbre enterrou de vez o projeto de anistia aos condenados no 8 de janeiro, afirmando que esse processo não pacifica o país. Na sua primeira passagem pela presidência do Senado, engavetou todos os processos de impeachment contra ministros do Supremo. É correto acreditar que ele vai continuar a oferecer uma barreira contra qualquer tentativa de avançar com processos de impeachment. O fato de os presidentes da Câmara e do Senado não terem firmado posição em medidas concretas, nos faz desconfiar da real viabilidade do processo. Além disso, contribui para a percepção de que conversas assim ficam na esfera do vazio discurso político, sem concretização. Se suas excelências não mudarem de opinião, infelizmente teremos mais do mesmo ou pode até piorar.
Vicente Lino.