TSE acaba de divulgar os limites de gastos de campanha para as Eleições 2020, e avisa que candidato que descumprir teto estará sujeito à multa e poderá responder por abuso do poder econômico. Pois é; vamos pagar mais uma campanha política e recebermos de volta o quase nada que sempre recebemos. Impressionante ouvir falar sobre este gasto, num momento em que a economia está quase no fundo do poço, com 14 milhões de desempregados, estabelecimentos comerciais com funcionamento reduzido e vendas insuficientes para cobrir os custos.
Do lado de lá, não houve demissão de ninguém, os salários continuam rigorosamente em dia e pudemos observar até mesmo aumento no consumo de gasolina de suas excelências, mesmo que com o trabalho em casa. Essa gente, definitivamente não nos respeita. Mesmo assim o dinheiro dos nossos impostos vai ser distribuído assim; o PT, com 201,2 milhões, o PSL, com 199,4 milhões, PSD: R$ 157.180.452,52, MDB: R$ 154.867.266,21, PP: R$ 140.245.548,54 e por aí vai.
Por enquanto, 21 partidos, vão botar a mão nessa bolada. A sociedade esperava que o Fundo Partidário pudesse ser utilizado no combate à pandemia. Em resposta ao partido NOVO, que pretendia devolver os recursos, o vice procurador geral eleitoral, Renato Brill de Góes, disse que a legislação não permite alterar a aplicação dos recursos. "A ausência de previsão legal para tal faculdade revela o silêncio eloquente do legislador que, intencionalmente, deixou de prever a hipótese aventada". Então ficamos assim; o legislador deixou de prever que o país pudesse ter alguma prioridade mais importante do que a campanha eleitoral dessa gente.
Vicente Lino.