De acordo com estudo da CNI. Estamos na frente de todos da América e até de nações reconhecidas pela participação ativa do Estado, como a Suécia, França e Alemanha. Nossos gastos com funcionalismo equivalem a 13,4% do PIB e nos coloca na 6ª colocação entre mais de 70 países pesquisados. Os gastos em relação ao PIB são altos por conta da vantagem salarial dos trabalhadores do setor público em relação aos da iniciativa privada. A moçada do setor público daqui rendimento superior que a maioria da América Latina e Caribe. Enquanto o governo persistir na criação de empresas estatais e operar fortemente contra as privatizações, as despesas com funcionalismo público continuarão crescendo. Em 2016, um estudo realizado pelo Instituto Teotonio Vilela, já apontava que o governo do PT havia colocado em funcionamento 43 empresas controladas pelo Estado. Atualmente, Brasil possui mais de 100 empresas qualificadas como estatais federais. Esse emaranhado deve encerrar o ano de 2024 com um déficit acumulado em R$ 3,7 bilhões.
E as cosas só pioram, porque a ministra da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, acaba de anunciar que todas as categorias do serviço público federal receberão aumento salarias partir de janeiro de 2025. O impacto nas contas públicas será de R$ 17,9 bilhões. Na cabeça da ministra, “os reajustes estão alinhados ao orçamento respeitam o arcabouço fiscal, crescendo abaixo do limite estabelecido”. Enquanto isto, os recursos destinados a investimentos pelo governo federal são os menores já registrados desde 2007. E piora muito quando se sabe que o setor público consolidado registrou um rombo de R$ 1,12 trilhão no acumulado de 12 meses até julho e que só de juros o setor pago R$ 869,8 bilhões. Deve ser o que a ministra chama de reajustes alinhados ao orçamento que respeitam arcabouço fiscal.
Vicente Lino.