O brasileiro amante do futebol deve se lembrar com tristeza do placar de 7 a 1 na derrota contra a Alemanha, na Copa do Mundo. Em discurso recente, Lula teve a coragem de afirmar que aquela derrota foi “castigo” de Deus por críticas e denúncias na Copa. Ele finge não saber das diversas reportagens dando conta de que os estádios construídos para a Copa tinham virado monumentos à corrupção. Como se sabe, dos 12 estádios construídos, 10 sofreram investigação por conta de irregularidades. A Justiça Federal acatou denúncia do Ministério Público, contra 12 suspeitos de envolvimento no superfaturamento do Estádio Nacional Mané Garrincha, em Brasília. O então governador Agnelo Queiroz, do PT, foi preso, por superfaturamento de até R$ 900 milhões de reais e o seu vice, Tadeu Filippelli, foi condenado. No Amazonas, Eduardo Braga e Omar Aziz foram acusados de recebimento de propinas por executivos da Andrade Gutierrez: Eduardo Braga teria recebido 10% e Omar Aziz 5%, em obra que saiu por R$ 660,5 milhões e por aí vai. Em outro trecho do discurso, Lula falou que o verdadeiro objetivo da Operação Lava Jato “era tentar o desmonte para privatização da Petrobras.
De novo fingiu esquecer que a Lava Jato recuperou R$ 6 bilhões e que a roubalheira pode ter deixado um rombo de R$ 153 bilhões na economia. E que outros US$ 853 milhões foram pagos pela companhia em multas aplicadas nos Estados Unidos. No site do Senado Federal, pode-se ler que “o assalto praticado pelo aparelho lulopetista encravado na Petrobrás foi de dimensões verdadeiramente escandalosas numa conta simples como US$ 2 bilhões de dólares. Além do que, o Comperj e a Abreu e Lima foram usados para desviar dinheiro para o esquema político de Lula e o seu partido político. A verdade está disponível nos processos judiciais. Basta ler.
Vicente Lino.