Demorou muito, mas parece que agora a PF alcançou o Ministro das Comunicações, do governo Lula, Juscelino Filho. Depois de supostamente usar jatinho da FAB para assistir a leilão de cavalos, o homem acaba de ser indiciado por suposta participação em um esquema de desvios de emendas parlamentares para beneficiar áreas onde possui propriedades no Maranhão. Na época ele era Deputado Federal. Ele é suspeito de crimes como corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa. A trama segue sempre o mesmo roteiro. De acordo com a apuração, Juscelino Filho destinou R$ 10 milhões em emendas para beneficiar uma fazenda de sua propriedade, envolvendo a recuperação e pavimentação de estradas na cidade de Vitorino Freire (MA). A irmã dele é a prefeita de lá e é lá que os dois catam cata votos. Melhor a gente não ter esperança. O caso foi encaminhado ao STF e tem Flavio Dino como relator. Além do que, o documento será encaminhado à Procuradoria-Geral da República, aquela do Paulo Gonet, que decidirá se apresenta denúncia, arquiva o caso ou solicita novas diligências.
A conversa do Juscelino é a mesma de sempre. Ele afirmou que a investigação concentrou-se em criar uma narrativa de culpabilidade perante a opinião pública, com vazamentos seletivos, sem considerar os fatos objetivos. O delírio é tão constrangedor que ele comparou o método de investigação ao da Operação Lava Jato. Copiou o PT e a justiça para afirmar, sem corar, que a Lava Jato resultou em danos irreparáveis a pessoas inocentes. Em setembro de 2023, Luís Roberto Barroso, bloqueou R$ 835 mil dele. Hoje não se sabe. Daqui a pouco a gente fica sabendo se, ainda que timidamente, retomamos o caminho da imparcialidade nos julgamentos e da justiça nas decisões. Ou, se vamos acelerar mais ainda o passo, a caminho do despenhadeiro.
Vicente Lino.