Recentemente as ruas de Havana e várias cidades de Cuba voltaram a enfrentar manifestações de protesto dando sinais de que o povo não suporta mais aquela ditadura. Faz tempo que o povo grita e a ditadura reprime. Em 1994, a população já exibia protestos massivos na capital. O estopim para aquelas manifestações em que participaram milhares de pessoas em todo o país resultou em centenas de detidos. O povo gritava por liberdade, contra a ditadura, e revoltado contra a miséria e a grave escassez de alimentos. O clamor pôde ser ouvido na Havana Velha, coração da capital, e em outras partes de País. Como se sabe, o regime continua exibindo a mesma ineficiência, a mesma estupidez e a mesma corrupção verificadas em toda ditadura, onde a única coisa que aumenta é a violência contra o seu povo. Chegamos ao ano de 2024 e nada mudou. Tanto que, observadores apontam para a escassez de serviços públicos básicos, como eletricidade e água, com a temperatura ultrapassando 35 graus.
É esse, dentre outros, o principal combustível que tem mantido a população em um estado de irritação e desafio constante. A crise energética já culminou em apagões diários de até 20 horas o que elevou o descontentamento contra o regime comunista aumentando a quantidade de protestos contra a ditadura de Miguel Díaz-Canel. Em maio foram 716 manifestações espontâneas dos cubanos contra Havana. Como era de se esperar, o regime comunista intensificou a repressão contra os manifestantes, com operações policiais e mais ameaças contra opositores e ativistas, numa clara tentativa de conter a insatisfação popular. É provável que, em Cuba, o governo se atreva a afirmar que ataca as liberdades de seu povo para defender a democracia. Coisa que, de vez em quando, a gente ouve.
Vicente Lino.