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Coluna/Opinião

A irresponsabilidade fiscal não tem data para acabar - Vicente Lino.

Data: Terça-feira, 21/05/2024 15:31

Ainda que sem espaço para enumerar a torrente de insensatez nos pronunciamentos ouvidos por aí, vale registrar. O Presidente acaba de afirmar que não quer mais ouvir falar de déficit fiscal. E que isso o irrita muito.  Pelo que se vê ele aprova o fato de o governo poder gastar mais do que arrecada, ainda que isso contrarie entendimento básico sobre gestão da economia, no mundo inteiro. O Brasil que trabalha teria mais segurança ao investir, se o presidente se irritasse, cada vez que o governo gastasse além da arrecadação, e cobrasse da equipe econômica a aplicação de todos os meios possíveis para equilibrar as contas. Como não se faz nada disso, desde janeiro de 2023, a dívida brasileira cresceu em R$ 1,1 trilhão, passando de um superávit de 0,2% do PIB em 2022 para um déficit de 1,6% do PIB em 2023. Em toda sua história, o PT diz defender os pobres. Mas, agindo assim, os pobres são justamente os mais prejudicados quando um país não coloca suas contas em ordem. Uma política fiscal tolerante com o aumento irresponsável do gasto público tem consequências inflacionárias e a inflação penaliza mais os pobres que Lula sempre jurou defender.

Como se sabe, os grupos de renda mais baixa sentem mais os efeitos da inflação de que os grupos de renda mais alta e a equipe econômica do governo sabe, ou deveria saber disso. No ano passado, o ministro interino da Fazenda, Dario Durigan, declarou que o compromisso do governo era de zerar o deficit e dar sustentabilidade para a dívida. O défict só aumentou. Lula disse que o déficit fiscal seria para investimentos e criação de empregos. O resultado é que o Brasil tem hoje despesas e déficit em nível recorde, sem apontar os investimentos realizados e novos empregos criados.

Vicente Lino.

A irresponsabilidade fiscal não tem data para acabar - Vicente Lino.