Há um levantamento sobre os gastos do governo, em seus três níveis, comprovando que o monstrengo é matematicamente insustentável. O autor do trabalho, Sumiko Hanada aponta a quantidade de cargos mantidos com nossos impostos. Começa com o Presidente da República e parece não ter mais fim. São 5.568 prefeitos, vice-prefeitos e câmaras municipais, 1.049 deputados estaduais, 513 deputados federais, 81 senadores. Carregamos com nossos sofridos impostos nada menos que 57.931 vereadores. O autor contabiliza 70.794 políticos e, com ironia, acrescenta mais 11 políticos do STF, o que é correto. E a coisa não para por aí: São 12.825 Assessores parlamentares da Câmara Federal, sem concurso, mais 4.455 assessores para o senado, também sem concurso. Sem concurso, também estão 27.000 assessores das Câmaras Estaduais e 600.000 assessores das Câmaras Municipais. O total estarrecedor de funcionários não concursados alcança 715.075 pessoas.
Por isso mesmo, a despesa com servidor no Brasil está entre as mais elevadas entre mais de 70 países, conforme levantamento da Confederação Nacional da Industria. Gastamos 13,4% do PIB com o funcionalismo, e estamos em 6° lugar no ranking, entre 70 países avaliados. Por conta de tudo isso, o Brasil tem a maior carga tributária do mundo, para pagar a maior corrupção do mundo. Há exemplos: na conta de luz são 45,81%, 57,03% na gasolina, 40,4% no açúcar, 42,27% no sabão em pó e por ai vai. Falta espaço para descrever todos os produtos tributados e seus percentuais. Nada vai mudar porque, dentre outros o governo acaba de anunciar a volta do DPVAT. Obrigados a sustentar enorme carga tributária e péssima qualidade de serviço, ainda sofremos corrupção sem limite.
Vicente Lino.