Por aqui, já tínhamos falado quando o desembargador Luciano Carrasco Falavinha Souza, relator do processo contra o senador de Sergio Moro votou contra a punição Ele julgou que não seria possível dizer que Moro usou de sua pré-campanha a presidente da República para impulsionar sua candidatura ao Senado, gastando além dos limites permitidos pela Justiça Eleitoral. Pra não variar nada tinham pedido a cassação, a Federação PT/PCdoB/PV e, também o PL. Na terça-feira, dia 9, Sergio Moro foi absolvido pela justiça do Paraná. O julgamento terminou com cinco votos a dois. Os dois votos contrários foram de desembargadores indicados por Lula, o que não é nenhuma novidade. Após o julgamento, Sergio Moro afirmou que o TRE-PR fez um julgamento técnico e impecável, e que o Tribunal representa um farol para a independência da magistratura frente ao poder político. Disse também, esperar que a solidez do julgamento sirva como um freio à perseguição absurda que ele e sua família estão sofrendo desde o inicio do mandato.
Os autores da ação afirmaram que Sergio Moro ficou conhecido por conta de gastos excessivos na sua pré-campanha à Presidente. Coerentemente, o relator do processo, Luciano Falavinha, respondeu que, até as pedras sabem que Moro não precisaria realizar pré-campanha para tornar seu nome popular, já que ele é notoriamente conhecido por causa da ampla divulgação midiática da operação Lava Jato. É cedo para comemorar já que a acusação vai recorrer ao TSE. Como infelizmente ocorreu com Deltan Dallagnol, Sergio Moro ainda corre o risco de perder o mandato. Ele foi eleito com quase 2 milhões de votos, e pode ser cassado por juízes que nunca tiveram um único voto na vida.
Vicente Lino.