Nos tempos atuais, o comportamento da imprensa brasileira infelizmente nos permite compará-la com a imprensa de países que, reconhecidamente desrespeitam os direitos de expressão, pensamento e até de manifestação. Recentemente milhares de cidadãos cubanos insatisfeitos com o regime comunista decidiram tomar as ruas em várias localidades do país para protestar contra a escassez de alimentos e os frequentes apagões. No entanto, as emissoras e veículos de comunicação ligados à ditadura comunista, fingiram não ver as multidões e realizaram uma abordagem evasiva dos movimentos. O jornal Ahora, jornal Girón e o jornal La Demajagua, ignoraram completamente as manifestações, enquanto o jornal Sierra Maestra, citou uma suposta “multidão” que apoiava o regime comunista. No Brasil, no dia 25 de fevereiro uma multidão de brasileiros foi ás ruas, em apoio à Bolsonaro, comandados pelo Pastor Silas Malafaia. A estimativa divulgada pela Secretaria de Segurança Pública do estado de São Paulo informou que entre 600 e 750 mil pessoas compareceram ao ato. O número foi divulgado pelo que ainda resta da imprensa séria no país.
Mas, a maioria da imprensa brasileira se igualou à imprensa cubana e houve veículo que, negando os fatos e chegou a falar em apenas 38.000 pessoas presentes na Av. Paulista. O jornalismo ainda não percebeu que o público despreza a militância e esse comportamento não fortalece a credibilidade e incomoda seus próprios leitores. E é essa militância que provoca um crescente distanciamento entre o que dizem os jornais e o que se consolida como fato, como verdade percebida pelo público. As noticias falsas e enviesadas dos jornais cubanos não vão afastar as multidões e, muito menos, trazer de volta o alimento e a energia que faltam por lá. Mais que passou da hora de a imprensa brasileira voltar aos trilhos, e não escancarar tanta rasteirice ideológica acompanhada de vergonhosa indigência intelectual.
Vicente Lino.