Já se sabe do apetite do PT por empresas estatais e do conhecido aparelhamento que o partido faz para transformá-las em cabide de emprego. Em 2016, no governo Temer, dentre outras medidas moralizadoras foi aprovada a Lei das Estatais que exigia 36 meses de quarentena para quem tivesse ocupado cargo político e depois fosse assumir uma estatal. Mas, como estamos no Brasil dos espertalhões, em dezembro de 2022, já depois da eleição, a Câmara dos Deputados que estava de saída votou meio escondida, uma alteração na quarentena. Em vez de 36 meses, passou para 30 dias e a farra voltou trazendo junto o prejuízo. Tanto é verdade que em seu conjunto, as estatais federais voltaram a dar prejuízo em 2023, com um rombo de R$ 656 milhões, o pior resultado desde 2017. Sem limites para piorar, a mão pesada do intervencionismo lulopetista agora mira até nas empresas privadas, tenham ou não sido estatais um dia. Exemplos não faltam. Há uma ação do PT no STF questionando a privatização da Eletrobrás, cujo objetivo único é indicar mais “companheiros”.
Tem mais: Ainda tenta empurrar na Vale o ex-ministro Guido Mantega. Causam arrepio; na companhia de gás e eletricidade, Silvio Almeida; José Múcio Monteiro, Celso Amorim e Ricardo Cappelli. Assombram a Metalúrgica Tupy; Anielle Franco e Carlos Lupi. E causa pavor na Quality Soft, o ex-assessor Giles Azevedo. Não há exigência técnica para ocupação destes conselhos. Basta ser do PT. O caminho para o desastre na economia está indicado seja por ações mais específicas como a ênfase no protecionismo e as tentativas de intervir na governança de empresas, estatais ou privadas. Como consequência os investimentos estrangeiros no país caíram 40% e isto representa uma diminuição da confiança no país no médio e no longo prazo. A saída de estrangeiros da Bolsa de Valores reflete o mesmo fenômeno no curto prazo. A multidão de parasitas nas estatais e nos conselhos de empresas privadas promete a repetição dos escândalos de corrupção que todos conhecemos.
Vicente Lino.