Noticiário recente nos informa que a Corte Interamericana de Direitos Humanos determinou a libertação de dois políticos de oposição da Nicarágua. Em setembro do ano passado, a Policia Nacional do ditador Daniel Ortega prendeu o deputado Brooklyn Rivera, e em outubro prendeu a presidente do partido Yatama, Nancy Elízabeth Henríquez. Ela é suplente de Rivera na Assembleia Nacional da Nicarágua. A boa notícia para os que querem a verdadeira democracia, é que no último dia 1º, a Corte Interamericana de Direitos Humanos determinou a libertação de Rivera e de Henríquez. Determinou também, que o governo da Nicarágua adote as medidas necessárias para proteger eficazmente a vida, integridade pessoal, saúde e liberdade pessoal dos dois. Vale comemorar a ação da Corte Internacional. Afinal, há países em que a justiça não ampara políticos e jornalistas perseguidos por crime de opinião. São sistemas de justiça que, infelizmente operam com o governo e contra as liberdades. A Corte Interamericana de Direitos Humanos ainda exigiu as medidas necessárias que permitam aos beneficiários continuar a exercer seus direitos políticos, na Assembleia Nacional da Nicarágua.
No ano passado, a mesma Corte condenou a Costa Rica pela violação dos direitos à liberdade de pensamento e de expressão dos jornalistas Ronald Moya Chacón e Freddy Parrales Chaves. É preocupante a semelhança dos tribunais destes países com o que se vê por aqui. Os jornalistas brasileiros Paulo Figueiredo, Allan dos Santos e Rodrigo Constantino, que hoje vivem nos Estados Unidos, também ingressaram com ações naquela Corte, juntamente com a ex-juíza, Ludmila Lins Grillo. Por falta de liberdade de expressão eles foram banidos das redes sociais, tiveram contas bloqueadas e passaportes cancelados. Nossa semelhança com a justiça daqueles países nos empurra para a beira do precipício.
Vicente Lino