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Coluna/Opinião

O Brasil arrecada muito e gasta tão mal que até a ministra reconhece.- Vicente Lino.

Data: Quinta-feira, 15/02/2024 10:49

A área econômica do governo tenta explicar, sem convencer, que tem apreço pelo equilíbrio fiscal, ainda que desmentida pelos números. Sabe-se que essa equipe começou com um superávit de 54 bilhões. Agora, no final de janeiro de 2023 o Governo Central registrou déficit primário de R$ 230,535 bilhões equivalente a 2,12% do nosso Produto Interno Bruto. A moçada sabe que o déficit primário ocorre quando a arrecadação federal é inferior às despesas. Quando o dinheiro que o governo possui é insuficiente para pagar todas as contas públicas. Por isso mesmo fica impossível convencer que o governo persegue o equilíbrio fiscal, quando se sabe que as despesas totais do governo aumentaram 12,45% em termos reais em 2023, ultrapassando R$ 2 trilhões de reais. Esse desaforo representa o segundo maior valor da série histórica do Tesouro Nacional desde 1997. O nome disso é irresponsabilidade.  A coisa é tão absurda que até da ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, reconheceu o desastre.  Segundo ela, o Brasil arrecada muito e gasta mal. E que não seremos um País desenvolvido sem reforma tributária.

A gastança não tem freio. Por exemplo; há 3119 obras paralisadas ou inacabadas, que causam impacto no orçamento de mais de R$ 3 bilhões de reais. Gastamos outros 3 bilhões com o pagamento de pensões a 60 mil filhas solteiras de ex-servidores públicos. Tem mais: Nosso gigantesco Poder Judiciário custa mais de 50 bilhões de reais por ano. É coisa de R$ 134,2 milhões por dia, R$ 5,5 milhões por hora. R$ 93,2 mil por minuto. Ou R$ 1.500 p/segundo. Não há orçamento que dê conta. Em relação ao PIB, nosso Judiciário custa 1,8%.  O da Alemanha (0,37%) e o da França (0,2%). Nos tempos que correm é prudente não comparar a eficiência e correção por lá, com a lentidão, ineficiência e o desastre inquisitório a que assistimos no Brasil de hoje.

Vicente Lino.

O Brasil arrecada muito e gasta tão mal que até a ministra reconhece.- Vicente Lino.