Como se sabe, o Ministro do Supremo Tribunal Federal, José Antônio Dias Toffoli, em 1994, fez um Concurso de Ingresso à Magistratura, sem sucesso. Tentou de novo em 1995 e não passou nem na primeira fase. Impossível explicar por que alguém reprovado, duas vezes, em concurso para juiz de primeira instância, se torna ministro do Supremo Tribunal Federal. É razoável imaginar que suas ações na Suprema Corte refletem suas duas reprovações. Suas mais recentes decisões, além de custar muito caro ao Brasil que trabalha beneficiam escandalosamente criminosos flagrados pela Lei. No final do ano passado, ele cancelou temporariamente o pagamento da multa de R$ 10,3 bilhões imposta ao grupo J&F. Em sua decisão o ministro deu a entender que os espertalhões da JBS foram pressionados de forma abusiva e existe uma “dúvida razoável” sobre a natureza voluntária do acordo firmado. Não sabemos quando ele vai parar, mas no dia 1º de fevereiro, o ministro voltou a carga e suspendeu o pagamento da multa imposta à Odebrecht, no valor de 3,8 bilhões de reais, do acordo decorrente da Lava Jato firmado em 2016.
Felizmente houve reações: O senador Sergio Moro afirmou que a força-tarefa foi reconhecida nacional e internacionalmente como uma das maiores operações de combate à corrupção no mundo, e que "não houve qualquer ação ilícita. Além do que, dezenas de acordos de colaboração celebrados com executivos da Odebrecht foram homologados pelo próprio STF. O ex-procurador, Deltan Dallagnol afirmou que o acordo de leniência da Odebrecht foi firmado em conjunto com os Estados Unidos e Suíça e que a companhia confessou ter pago subornos em mais de 10 países da América Latina. Como se vê, os criminosos foram soltos e não pagarão as multas. Agora falta pedirem reparações à justiça e o Brasil que trabalha ser condenado a lhes pagar milionárias indenizações. É claro que sentença contra o Brasil será proferida novamente pelo ministro Dias Toffoli.
Vicente Lino.