A manchete da Gazeta do Povo, do dia 30/01, não surpreende. O Brasil despenca em ranking de percepção da corrupção no primeiro ano do governo Lula 3. De acordo com o relatório da Transparência Internacional, o Brasil caiu 10 posições, tem a 2ª pior colocação da história. E entre 180 nações pesquisadas, o país, que estava na 94ª posição agora figura na 104ª. Vale lembrar que as ações da Lava jato responderam pelo aumento da percepção da corrupção no Brasil. É constrangedor, mas estamos empatados com Argélia, Sérvia e com a Ucrânia, que está em guerra. Nossa corrupção consegue ser maior do que em países como Etiópia, Zâmbia, Albânia e Gâmbia. Tem mais: Na América do Sul, o Brasil é mais corrupto do que o Chile e a Argentina e, na América Central, a ilha de Cuba é menos corrupta que o Brasil. Os países mais bem posicionados são aqueles mais próximos de 100 pontos. Nos últimos três anos do Governo Bolsonaro, o Brasil tinha 38 pontos. Agora estamos com 36 pontos, o que mostra que é antiga e permanente a avassaladora corrupção que nos acorrenta ao atraso. Pior, nada nos dá esperança de alguma coisa possa mudar.
O relatório cita como pontos negativos; a decisão do ministro Dias Toffoli, de anular as provas da Odebrecht, a nomeação de Cristiano Zanin para o STF, a escolha de Paulo Gonet, para a PGR, sem respeitar a lista tríplice, o afrouxamento da Lei das Estatais e o aumento do fundo eleitoral para R$ 4,9 bilhões neste ano. A Petrobrás é citada por conta da volta de nomeação de gestores políticos, inclusive investigados por corrupção. Pena, mas a destruição da Lava Jato pelo STF impediu que o Brasil continuasse a avançar no combate a corrupção. Hoje, criminosos soltos estão de volta ás suas posições, enquanto delegados, promotores e juízes são perseguidos e podem ser presos. O sonho que era remover os corruptos da política e do governo transformou-se em pesadelo para os agentes da lei e para o Brasil que presta.
Vicente Lino.