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JUINA E A UNIÃO POLÍTICA.

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JUINA E A UNIÃO POLÍTICA.

Juina precisa se entender, para o bem da população.

No ano passado ouvimos o Presidente da OAB – Seccional de Juína, Flavio Lemos Brito, preocupado e procurando apoio para evitar o fechamento da Vara Federal da cidade. Na ocasião, em declaração no SIMNO, Lemos Brito deixou claro sua preocupação detalhando os diversos revezes, que a região sofreria e citou o fechamento da Vara do Trabalho, que já havia ocorrido em Colniza.
Claro que decisões como essas trazem embutidas, a falta de união política, bem como, a falta das ações de toda a sociedade, de maneira a evitar o problema. E é evidente que isso significa, também, o desprestígio político para a região, o que poderia ser evitado. Além do que, vem acompanhado de todos os transtornos, dificuldades e os custos para a prestação dos serviços jurisdicionais, que a população e as empresas tanto necessitam. Aqueles que se elegeram, no passado e aqueles que buscam votos para a Câmara Federal fazem o quê? Por que não se pronunciam?
O Presidente Flavio Lemos Gil deixou claro que a questão é política. Questão política deve ser resolvida por políticos. Falo de bons políticos, claro.

Bastante compreensível a preocupação do Flavio, que, aliás, deveria ser a preocupação de todos aqueles que querem o bem da cidade. Seria o momento da união das entidades de classe, dos outros órgãos públicos, dos empresários, dos políticos e de toda a sociedade. São consideráveis os prejuízos e os transtornos para todos.
Afinal, todas aquelas questões que poderiam ser resolvidas na cidade, teriam que ser resolvidas em Cuiabá, com todos os custos e dificuldades para a solução de conflitos a uma distância de mais de 700 km de sua origem. Vale lembrar que todas as outras cidades da região do norte e noroeste do Mato Grosso, serão severamente afetadas e serão obrigadas a enfrentar distancias ainda maiores, além de percorrer parte de rodovias quase que intransitáveis. Outra questão que não pode ser esquecida é que a desativação de tão importante órgão federal se de fato ocorrer, irá representar, também, esvaziamento político, bem como, perda de representatividade da cidade e de toda a região. E se ações idênticas ocorrerem com respeito à Defensoria Pública, conquistada recentemente? É inescapável observar que órgãos de justiça, na região a tornam, também, mais segura. Afinal, tem-se que a correção para os ilícitos, bem como a busca por direitos, quando mais próximos do cidadão, são capazes de mitigar os conflitos e mostrar que a lei está bem próxima, ao alcance de todos.

A argumentação que se ouve é que há pouca movimentação na Vara Federal e que por isso ela seria transferida para outra região. Ora, os conflitos não surgem imediatamente à instalação de uma Vara Federal, ao contrário, como se disse acima, podem até sofrer alguma diminuição. Mas, como não pensar no futuro? Como não pensar no desenvolvimento da região se a própria presença de importante órgão federal é, sem dúvida, um dos propulsores deste desenvolvimento, dada a garantia jurídica que oferece às empresas e aos cidadãos?
Bem Senhores: Talvez valha a pena lembrar o comentário anterior, quando cobramos a união de forças, das autoridades políticas de maneira a formar consenso para o lançamento de apenas um dois nomes, como candidatos para a Assembleia Legislativa do Estado. O mundo político não ouviu e deu no que deu. Comecemos a batalha, desde já, para a união dos políticos para o próximo pleito.

Vicente Lino.

FONTE: Vicente Lino/metronoticias
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