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JUINA E AS ELEIÇÕES ESTADUAIS.

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JUINA E AS ELEIÇÕES ESTADUAIS.

Juina precisa se entender.

Quando começaram as articulações com vistas às eleições de 2018, noticiamos aqui o encontro de autoridades políticas, em Juína, com o objetivo de formar consenso entre os diversos postulantes, para a escolha de um ou, no máximo, dois nomes para a disputa ao legislativo estadual. Na ocasião comentamos sobre a boa oportunidade do encontro e nossas expectativas de que se formasse juízo sobre a importância de um representante local, como deputado estadual.

Bem, esta é uma daquelas ocasiões em se exigem dos participantes; humildade e espírito público, bem como renúncia e compreensão. Humildade no sentido de tentar entender que o outro pode se desempenhar melhor do que nós. Espírito público por entender que será melhor ter um representante para a região, mesmo que o meu nome não seja o escolhido. Ainda mais que, como se sabe, sempre haverá outras oportunidades já que a roda da política não para e a fila sempre anda. A renúncia de hoje pode significar a certeza de uma eleição no pleito seguinte.

Lembramos do caso do atual prefeito Altir Peruzzo, que, por falta de apenas 81 votos não se elegeu, para a Assembleia Legislativa, no pleito anterior. Ora, bastava que um, um só dos postulantes não concorresse e estaria aí, o cargo ocupado por um representante de Juína com os benefícios que todos conhecemos. É como se a região pudesse abrir mão de tão importante interlocutor junto ao Governo do Estado. Não pode e não deve, tamanhas são as carências do município e tamanhas as dificuldades para o encaminhamento das demandas, por verbas e outras políticas públicas, só possíveis por meio de um ativo representante em Cuiabá.

Bem, o resultado que sai das urnas comprova o fracasso, mais uma vez, dessa tentativa. Exame superficial dos números aponta que, mais uma vez, se um dos candidatos não concorresse, poderia possibilitar os votos ao melhor colocado, Hermes Bergamin, que conseguiu a suplência com um expressivo número de votos.

Um dia ainda saberemos porque, mesmo após tantos fracassos, em se eleger um representante local, Juína segue incorrendo no mesmo erro. Muitos candidatos para poucos votos. Ou, muito cacique para pouco índio, se preferem. Pena. Ano após ano, surge a oportunidade para a união em torno de um ou dois nomes, mas a realidade bate à porta e os acordos nunca se dão. Assim a cidade permanece órfã de um representante e, consequentemente órfã de que medidas mais consistentes possam ser tomadas com vistas ao seu desenvolvimento e à melhoria de vida de seus habitantes.

Não sei, mas acho que daqui a quatro anos estaremos falando a mesma coisa, que é aliás, é o que ocorre em todo o período que antecede as eleições. É uma pena, mas entendo ser nosso papel seguir insistindo. Afinal, queremos o bem da cidade, não é?

Vicente Lino.

FONTE: Vicente Lino/metronoticias
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