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Ex-deputado que responde a mais de 100 ações é proibido pela Justiça de ir à ALMT na posse da filha reeleita deputada

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Ex-deputado que responde a mais de 100 ações é proibido pela Justiça de ir à ALMT na posse da filha reeleita deputada

A juíza Ana Cristina Silva Mendes proibiu o ex-deputado José Geraldo Riva de comparecer à Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) para a posse da filha dele, a deputada Janaína Riva (MDB), que foi reeleita para o cargo, com maior número de votos nas eleições de 2018. Riva responde a mais de 100 ações na Justiça por improbidade administrativa, peculato e corrupção.

Ele não pode frequentar a Assembleia devido às acusações e investigações contra ele. Na decisão, a magistrada afirma que a medida tem o objetivo de proteger as várias ações criminais em andamento.

"Em que pese o especial desejo do acusado de contemplar a vitória na carreira política de sua filha, tenho que inadequada a flexibilização dessa medida nesta fase processual, ainda que de forma excepcional, razão pela qual mantenho a medida cautelar de proibição do acusado de acesso e comparecimento à Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso, e indefiro o pleito", argumenta.

 
Janaína Riva (MDB) é a única mulher eleita para ocupar vaga na Assembleia â?? Foto: Karen Malagoli/ ALMT
 

Janaína e os outros 23 deputados estaduais que foram eleitos em 2018 tomaram posse na sexta-feira (1°). Ela foi a única mulher deputada estadual. Esse é o segundo mandato dela.

José Riva exerceu cinco mandatos consecutivos como deputado estadual e, nesse período, ocupou os cargos de presidente e primeiro-secretário da Mesa Diretora. Em 2014, ele tentou se candidatar ao governo do estado, mas teve a candidatura barrada pela Justiça Eleitoral por ter condenações colegiadas no Tribunal de Justiça de Mato Grosso.

No lugar dele concorreu a mulher, Janete Riva, que perdeu a eleição.

José Riva não pode frequentar a Assembleia â?? Foto: Maurício Barbant/ALMT

Riva foi preso por três vezes, entre 2014 e 2015. Primeiro, foi preso na operação Ararath, em maio de 2014 e, depois, na operação Imperador, em fevereiro de 2015, e na operação Ventríloquo, em julho de 2015. Passou seis meses preso e foi solto, em 2016.

Em março de 2017, Riva foi condenado a 21 anos e oito meses de prisão por desvio de R$ 5,4 milhões, em valores corrigidos, da ALMT por meio de uma empresa de fachada.

Depois, em 2018, foi condenado a devolver R$ 37,2 milhões, porque, segundo a Justiça, ficou comprovado que R$ 37.208.186,54 foram desviados dos cofres da ALMT por ordens do ex-deputado.

FONTE: G1 MT
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