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Consumidor pagará mais caro pelo feijão

FOTO: Reprodução

Consumidor pagará mais caro pelo feijão

O consumidor brasileiro provavelmente terá uma surpresa desagradável em, no máximo 15 dias: o feijão carioca vai começar a chegar mais caro nas gôndolas dos supermercado. E o aumento poderá ser tão alto a ponto de a leguminosa se tornar mais uma vilã da inflação no fim do ano, junto com as carnes. Isso porque os preços ao produtor subiram quase 50% em apenas um mês, para uma média de R$ 245 a saca em novembro, e estão quase 150% mais elevados que no mesmo período de 2018, segundo dados do Instituto Brasileiro de Feijão e Pulses (Ibrafe).

Para quem gosta de um bom prato de arroz com feijão, a esperança é que as indústrias não consigam repassar integralmente esse aumento de custo, como vem ocorrendo desde o ano passado devido à queda do poder aquisitivo - que, no entanto, já dá sinais de reação. O feijão carioca tem peso 0,179% no IPCA, mas é componente essencial do grupo de alimentos, que tem participação de 24,528% no índice geral, e de alimentação fora de casa, onde tem fatia de 8,8217%.

A alta no campo reflete uma oferta abaixo da esperada - embora maior - na terceira das três safras da atual temporada, por causa de problemas climáticos no interior de São Paulo e, principalmente, no Paraná. A frustração se somou a estoques particularmente baixos em virtude de estiagens que também afetaram a primeira e segunda safras. Conforme o Ibrafe, foram colhidas 662,35 mil toneladas de feijão carioca na terceira safra, 19% mais que em 2017/18, mas a alta foi insuficiente e, somadas as três safra, a produção ficou em 1,9 milhão de toneladas, para um consumo de 2,2 milhões.

FONTE: Fernanda Pressinott, Valor
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